domingo, 10 de abril de 2011

pesquisa em dupla - cangaço


Cangaço

Cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro de meados do século XIX ao início do século XX. O cangaço tem suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro, caracterizando-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.

Os cangaceiros conheciam a caatinga e o território nordestino muito bem, e por isso, era tão difícil serem capturados pelas autoridades. Estavam sempre preparados para enfrentar todo o tipo de situação. Conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso.

Reação do governo:

Por parte das autoridades, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada. Para uma parte da população do sertão, ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra (semelhante ao que acontecia com o mexicano Pancho Villa).

O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do então Presidente da República, Getúlio Vargas, de eliminar todo e qualquer foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os cangaceiros que não se rendessem.

Causas:

As causas do surgimento do cangaço foram a pobreza, a falta de esperanças e revolta. Muitos eram pequenos proprietários, mas mesmo assim tinham que se sujeitar ao poder dos coronéis. Do meio do povo sertanejo rude e maltratado surgiram os cangaceiros mais convictos de que lutavam pela sobrevivência do que cometiam atos criminosos.

Objetivos:

Os cangaceiros não tinham um objetivo definido, mas era certo que queriam acabar com o poder dos coronéis, e tinham grande influência sobre a população nordestina. Queriam riquezas, mas para si, e não para o povo.

Curiosidades:

Lampião era cego do olho direito porque em uma de suas fugas da polícia, ele caiu do cavalo, e feriu o olho em uma planta espinhosa. Ele possuía um cartão com foto – um luxo para pessoas daquela época, e, costumava roubar vidros de perfume para uso pessoal, e passava um pouco em seus cavalos.



Revolta da vacina

Causas: A situação do Rio de Janeiro, no início do século XX, era precária. A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico. Este fato desencadeava constantes epidemias, entre elas, febre amarela, peste bubônica e varíola. A população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a principal vítima deste contexto.

Preocupado com esta situação, o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade, mesmo sendo um objetivo positivo, em prática foi violento e autoritário.

Objetivos: O objetivo da população era acabar com esse movimento, pois para eles tudo aquilo era desconhecido, não acreditavam na eficácia da vacina, e não concordavam com essa intervenção do governo. A população se rebelou.

Reação do Governo: A aprovação da Lei da Vacina fez a revolta estourar. A reação popular levou o governo a suspender a obrigatoriedade da vacina e a declarar estado de sítio (16 de novembro). A rebelião foi contida, deixando 50 mortos e 110 feridos. Centenas de pessoas foram presas e, muitas delas, deportadas para o Acre.

Curiosidades: Havia boatos de que a vacina teria de ser aplicada nas "partes íntimas" do corpo (as mulheres teriam que se despir diante dos vacinadores), isso mexeu muito com a população, na época, as roupas cobriam quase que o corpo inteiro, o ato de uma mulher despir seu braço já era de se “envergonhar” e mal visto pela população.



Pesquisa em dupla

Revolta da Chibata

Local: Na cidade do Rio de Janeiro.

Época: No início do século XX (22 de novembro de 1910)

Causas: O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.


O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.

Objetivos: Fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta.

Reação do governo: As reinvidicações dos marinheiros foram aprovadas, e alem disso, nenhum deles seria preso, o que fez com que eles se entregassem para as autoridades. Os castigos corporais chagaram ao fim...Mas, os lideres da revolta foram presos, com a precariedade das prisões, muitos morreram, João Candido sobreviveu e foi absolvido em um julgamento que aconteceu em 1912.

Curiosidades: Depois de sair da prisão em 1912, João Candido ficou conhecido como Almirante Negro, de logo depois faleceu em 1969.








domingo, 20 de março de 2011

Comercial de Inglês

Grupo: Aline, Gabriela, Giulia M., Malu e Vanessa - 9ºB

Fizemos uma propaganda sobre Beautiful Miracle, uma chapinha que alisa e pinta o cabelo. É uma paródia de propagandas enganosas, que vendem seus produtos caros e que não funcionam, sem pensar nos consumidores. A gravação está baixa. Coloque no volume máximo para poder ouvir os diálogos.
Aproveitem! ;)

http://www.youtube.com/watch?v=YiotyxZ9Pg8&feature=feedwll


domingo, 13 de março de 2011

Entrevista

Entrevista com Ozaide Sonsin Damasceno, neta de imigrantes italianos, e também a minha avó :D

Que parentes seus eram imigrantes? De onde vieram?

Meus avós maternos, Riccieri Luís Cappelozza e Adélia Felippe Cappelozza. Eles vieram de uma cidade no sul da Itália, chamada Ruvigo.

Por que vieram ao Brasil? Trabalhar no quê?

Eles vieram por causa da miséria, da pobreza, chegaram até a passar fome, era período pós-guerra. Pra trabalhar na lavoura, e trabalharam muito.

Pós 1ª Guerra?

É, acho que foi pós 1ª Guerra. [A guerra] Acabou com tudo, deixou muita pobreza.

Na sua família, eram comuns comidas típicas e costumes da Itália?

Eram, e ainda é. As comidas eram muita massa, ravióli, capelleti, polenta, tudo feito em casa. O meu avô não tomava água, era sempre vinho, todo dia. Não tinha esse negócio de beber pinga, era só vinho. Minha avó e meu avô só falavam italiano com a gente, mas depois que entramos na escola, as crianças caçoavam da gente, mas eu sabia sim, era fluente, pena que na época não demos valor a isso.

Você lembra alguma história que seus avós te contaram?

Meu avô sempre dizia que o Brasil era abençoado, porque era pós-guerra, e mesmo assim as pessoas comiam bem. O navio deles chegou em Santos, e eles trabalhavam em Campinas, numa fazenda chamada Sousas, mas que depois virou sub-distrito de Campinas. Minha avó, quando chegou aqui, ficou com medo, e trancava as portas. Demorou muito tempo até ela se acostumar, porque na Itália não havia pessoas negras, e ela nunca tinha visto. E na Itália as mulheres se vestiam bem, e saíam sempre de luvas e chapéu, lá na Europa, já aqui não era assim, era um serviço pesado, e as mulheres cuidavam dos filhos e da casa, enquanto os homens trabalhavam.

Na sua cidade, moravam muitos imigrantes? De que países?

Eu nasci em Araraquara, tinham muitos imigrantes. Tinham muitos italianos, alemães, japoneses, muitos vieram pra cá, e cada um foi pra um lugar diferente.

As datas comemorativas eram iguais ou diferentes das do Brasil?

Eram iguais, mas não tinha esse negócio de peru, era sempre capeletti, capeletti não podia faltar, e frango. [Risos] a minha avó, a minha avó era muito “nojenta”, gostava de tudo limpo! Ela matava os frangos para as refeições e depois lavava com bucha vegetal. Eles gostavam muito de canja também, e punham um frango inteiro na panela.

Como era a alimentação, além das massas?

Tudo era feito em casa, criavam os animais e abatiam. Porco, galinha...Doce de figo, de abóbora, línguiça caseira de porco, requeijão caseiro... Até o café, era moído em casa.

Como era a vida das mulheres? E dos homens?

As mulheres, todas sabiam costurar, passava de geração em geração, era muito difícil achar uma mulher italiana que não fizesse isso. Meu pai, que era brasileiro, sabia carpintaria, serviço de sapateiro, cestaria, sabia fazer vassouras, todo mundo queria aquelas vassouras, ele fazia a noite pra entregar de dia, punhadinho por punhadinho ele costurava com barbante, até a barrigueira, que era uma parte da cela do cavalo ele sabia fazer. Não sei se ele aprendeu com meu avô italiano, que era cozinheiro. Acho que meu pai aprendeu sozinho, ele olhava e fazia, quase autodidata, apesar de que foi uma pessoa quase sem instrução.

Seus parentes tiveram que lutar na 1ª Guerra?

Não sei se meu Vô participou da guerra, acho que sim, mas não tenho certeza. Ele, já no Brasil, tinha um rádio, e gostava de ouvir as notícias. Minha Vó falava “Stai zitto! Stai zitto! [Cale a boca!] Que agora vêm as notícias!”. Eles tinham medo de ter que mandar os filhos, se tivesse uma nova guerra.

E na 2ª Guerra? Alguém foi lutar?

Não, mas eles tinham muito medo de ter que mandar os filhos. Guerra é uma coisa triste, você vai, mas não sabe se volta. Meu avô gostava de política, de ouvir as notícias. Ele gostava do Luís Carlos Prestes, que era comunista, e ele nem fez lá grandes coisas, mas meu avô gostava. Mas na 2ª Guerra, meu avô não gostava do Mussolini, não achava que ele seria bom pra Itália.

E seus avós? Gostavam mais daqui, do Brasil, ou da Itália?

Ah, mais daqui, eu acho. Mesmo que faltassem algumas coisas. Às vezes, faltava farinha, e não dava pra fazer pão em casa. Aí, meu avô saía cedinho, e comprava um pão grande, a gente chamava filão. Italiano sem pão não é italiano.

Eles chegaram a morar em uma cidade grande?

Eles moraram só um tempo no interior, mas logo foram pra cidade de São Paulo, morar no [bairro do] Tatuapé. Os filhos foram logo trabalhar na indústria. Meu avô foi visitar a Argentina, e queria morar lá, mas depois desistiu, não sei por quê. Ele trabalhou um tempo na fábrica de seda também.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Jornal Histórico


Clique para aumentar ;D

terça-feira, 1 de março de 2011

Geografia - Período entre Guerras - 9º B

Abaixo está o link da nossa apresentação sobre o período entre guerras, feita por mim, Vanessa, Giulia M., Malu e Gabriela, do 9º B.


http://www.youtube.com/watch?v=_G9B9IYedaE